Justifico minha ausência! Estive viajando... e antes disso a preguiça de início de ano invadiu meu lar. Porque existe a animação de primeiros dias do ano. Você tem mil projetos e quer fazer tudo. Daí vem a preguiça dos dias seguintes a esse. Você sabe que no fundo vai continuar praticamente a mesma coisa.
Mas meu assunto não é esse! Meu assunto é a novela brega que estreiou faz umas semanas.
Caminho das Índias. Se não soubesse que era da Glória Perez, ia achar que era a nova empreitada de Íris Abravanel.
Sou noveleira, assumo. Herdei da minha mãe, que não perde uma, só as das emissoras coadjuvantes. Se bem que as novelas infantis do SBT, Betty a Feia, e Pedro o Escamoso fizeram sucesso aqui em casa.
Uma novela da Glória Perez já é de se desconfiar. Afinal foi ela quem deu um papel para Ricardo Macchi...
Toda novela dela é um poço de referências e ideias esdrúxulas. O Dr. Albieri fez um clone humano usando... acho que era uma lupa, ou algo parecido.
Só ela faz todo mundo falar português nos Estados Unidos, só ela faz o Murilo Benício conversar com um boi, só ela dá aquele toque brega especial em cada detalhe.
Agora ela faz todo mundo na Índia falar português, A Juliana Paes fala inglês com o Alexandre Borges que responde em português. Ela usa o termo danceteria, meu Deus! Jurava que ele tinha sido enterrado nos idos de 1995. Ela faz o Vitor Fasano dançar algo digno de se ter vergonha alheia. Aliás, as "danceterias" da Globo sempre foram muito miadas. Com essa não é diferente, Gente que parece parada no tempo dançando músicas paradas no tempo também.
Ela é mestra em criar expressões. Até hoje eu emprego "muito ôro, inshalah!". Ok, só com a minha mãe, porque com a elite intelectual que me cerca, não pega bem.
To achando que "firangi estrangeira" vai pegar. De 3 pessoas aqui em casa, 2 utilizam, S-U-C-E-S-S-O.
Enfim, eu, se fosse você, perderia 1 horinha pra assistir. É a autêntica expressão da breguice teledramatúrgica nacional.
Eu não abro mão.
Ouvindo: Aerogramme, A life worth living.